Tem dias que são do cão, dias que literalmente somos
obrigados a comer o pão que o diabo limpou a bunda. Tipo hoje que
resolvi expor toda a minha frustração em relação as exigências
exageradas que nos fazem no ambiente corporativo. Levei um belo
sermão e fui obrigado a conviver com o clima pesado durante o resto
do dia (detalhe que o assunto ainda não se deu por encerrado e
provavelmente eu seja confrontado novamente na segunda-feira, já que
o assunto chegou ao ouvido [leia-se: e-mail] da diretoria).
É nesses dias atribulados no trabalho, ou quando
sofremos uma desilusão amorosa ou temos algum tipo de conflito
ideológico que precisamos desabafar. No tête-à-tête, no cara a
cara. Eu tenho algumas amigas que considero minhas mentoras, pessoas
que eu confio determinados tipos de assunto para ter certeza que o
meu ponto de vista não é equivocado ou excessivamente dramático.
Minha decepção é quanto todas elas resolvem ter algum
tipo de compromisso e somem do mapa ao mesmo tempo. São como o
Mestre dos Magos que está sempre pronto para nos dar um conselho mas
no momento que mais precisamos: PUFT.
Talvez eu seja o ser mais azarado do mundo e seja o
único a ter que enfrentar essa situação, embora tenha a esperança
que não e realmente espero receber feedbacks de vocês, queridos
leitores (recorrentes ou ocasionais para me tranquilizar).
Claro que não culpo meus amigos por não viverem suas
vidas em função de meus dilemas e frustrações, apenas externalizo
essas frustrações na esperança de saber lidar melhor com elas nas
próximas vezes.

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