quarta-feira, 15 de maio de 2013

ERA UMA VEZ UMA HISTÓRIA DE AMOR


 Grande parte das frustrações e desilusões amorosas que vivemos são derivadas das expectativas que criamos em relação as próprias histórias de amor que escreveremos durante a vida.

No conto de fadas moderno o príncipe encantado chega dirigindo uma Ferrari vermelha e se apaixona perdidamente pela moça simples e cheia de complexos de inferioridades, que não é capaz de reconhecer a sua própria beleza. Neste conto de fadas o objetivo do príncipe não é enfrentar dragões, trasgos e gigantes para resgatar a mulher amada. Neste conto e fadas o objetivo do príncipe é fazer com que a mulher amada encontre o amor-próprio e valorize sua beleza e seus adjetivos e pare de se menosprezar e finalmente perceba que ela merece, como qualquer outra, viver uma grande história de amor.

E claro que nesses tempos modernos a história pode sofrer pequenas adaptações. Talvez seja a princesa que precise guiar o homem amado em busca de seu próprio valor. Talvez sejam o príncipe se apaixone por outro príncipe ou até mesmo seja uma história de amor onde as protagonistas são duas princesas. Mas enfim, esse é um mero detalhe.

Eu já vivi minha grande história de amor, mas infelizmente era inexperiente para perceber que estava apaixonado e lutar por quem me fazia tão bem. Por fim, o universo se encaminhou em fazer nossos caminhos se separarem. Desde então eu aprendi muito sobre o amor, graças a muitos sapos que beijei, aprendi o suficiente para aprender diferenciar amor, paixão, amizade e desejo, que por mais que muitas vezes pareçam ser tão similares, são tão diferentes. Aprendi o suficiente para evitar o amor como o diabo foge da cruz, não pelo medo de sofrer por amor, mas pelo medo de ter que expor minhas fraquezas e sofrer com uma traição da minha confiança.
Afinal eu sou uma pessoa complexa, cheia de medos e cheia de segredos. Uma pessoa que sente falta da época que não sabia nada sobre o amor e era capaz de amar inocentemente.  

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