segunda-feira, 13 de maio de 2013

DILEMAS DIÁRIOS


Uma das coisas que me deixa muito puto (leia-se: frustrado), é as imposições que a sociedade nos faz e que somos obrigados a seguir. Todo mundo tem a necessidade de ser aceito por um grupo, e não me venha com a velha máxima “sou o que sou, doa a quem doer.” Você pode até pensar assim, mas com certeza não é assim que você age. Afinal, todos nos queremos ser aceito pela família, pelo grupo de amigos que convivemos, no trabalho e etc.
E é ai que somos obrigados a enfrentar nossos DILEMAS DIÁRIOS. Esses dilemas começam logo que a gente acorda, tipo: Sabe aqueles que cinco minutinhos que todo mundo gosta de ficar na cama? Cinco minutos que gostaríamos que fossem horas. Então, na verdade se fosse possível eu nem levantaria, mas não levantar e acordar por volta das onze da manhã e ficar em dúvida se toma o café da manhã ou almoça, implica em decepcionar seu chefe, seu professor, seus colegas e ter que pensar em uma desculpa esfarrapada que cole e amenize a situação.


Depois de escutar o celular tocar diversas vezes e você vencer o incrível magnetismo que sua cama exerce sobre você é hora de escolher a roupa para enfrentar as longas horas a seguir. Quando se tem um uniforme, ficamos nos contemplando no espelho e refletindo como aquela roupa não valoriza o nosso corpo ou como aquela cor não realça a cor dos nossos olhos. Quando se tem que escolher diariamente a roupa a se vestir, ficamos pensando o como seria bom poder trabalhar com o pijama, afinal é a roupa que mais nos representa. Com exceção de alguns publicitários que trabalham em excêntricas agências e podem se dar ao luxo de trabalharem de moletom e pantufas do Pluto, nós meros mortais somos obrigados a nos vestir adequadamente de acordo com o ambiente de trabalho, seja você um Analista de RH ou Vendedor daquela loja descolada no Shopping.

Por fim, ainda temos que tomar cuidado com as palavras que usamos, com o jeito que falamos, com nossa comunicação não-verbal para que as pessoas não interpretem mal nossas intenções. Eu atá faço a linha supersincero, há quem diz que eu sou o mestre de falar as verdades incomodas na brincadeira. Mas mesmo assim, é tenso conseguir agradar gregos e troianos.

Ainda há aquele velho ditado “Diga-me com quem tu andas, e te direi quem és,” fazendo nos importar com a imagem que as pessoas iram fazer de nós pelas amizades que escolhemos.
No final das contas somos obrigados a interpretar vários papeis durante o nosso dia a dia, utilizando várias máscaras e vários figurinos. Minha reflexão é o que aconteceria se decidirmos romper com esses dilemas e realmente ser quem somos? Ou será que quem somos é a média aritmética das mascaras que usamos?
No final das contas vivemos em um constante equilíbrio entre ser quem somos quando estamos sozinhos em nosso quarto pensando sobre a vida e ser aquilo que a sociedade espera de nós.

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